Embora não tenha costume de postar textos relacionados aos meus estudos linguísticos, diante da polêmica em torno de um livro didático que aborda a variação linguística resolvi expor a minha opinião. Primeiramente é importante dizer que é incrível ver tanta surpresa diante de uma situação com a qual lido todos os dias e, desde o início da faculdade, tenho admitido como uma maneira adequada de estudo e análise da língua.
Muito se questiona ao falar da inserção da linguística (a ciência da língua) nas escolas, mas não podemos esquecer que aqueles que vão trabalhar nas escolas de ensino médio são formados em Letras, e, na maioria das vezes, estudou e se aprofundou na Linguística, no estudo das situações da língua em seu meio de uso e comunicação. Quanto ao livro, considero importante conhecer o tema antes de sair por aí expondo opiniões e, por isso, resolvi dar uma breve analisada no tão discutido capítulo 01.
Muito se questiona ao falar da inserção da linguística (a ciência da língua) nas escolas, mas não podemos esquecer que aqueles que vão trabalhar nas escolas de ensino médio são formados em Letras, e, na maioria das vezes, estudou e se aprofundou na Linguística, no estudo das situações da língua em seu meio de uso e comunicação. Quanto ao livro, considero importante conhecer o tema antes de sair por aí expondo opiniões e, por isso, resolvi dar uma breve analisada no tão discutido capítulo 01.
Nestes primeiros trechos selecionados fica evidente que a autora diferencia a fala da escrita, reafirmando o título "escrever é diferente de falar”, o que já questiona os que pensam que o livro ensinar a “escrever errado”. O elemento-chave de toda essa discussão é que todos aprendem a língua materna de maneira espontânea enquanto a escrita exige o ensino formal e este é o motivo por existir tanta variação na língua falada, enquanto a língua escrita é uma convenção de códigos que obedecem a determinadas regras. O último trecho da página valoriza a língua escrita e, para isso, recomenda como auxílio a constante leitura. Correto, não?
Esses outros trechos introduzem a questão da variação. Um detalhe que gostaria de acrescentar é que, na linguística, é comum diferenciar norma padrão de norma culta, sendo a norma padrão aquele ideal sistemático ditado pelas gramáticas e a norma culta o uso concreto dos falantes “cultos” (pessoas com nível superior) e adotada pelos jornais e televisão, enquanto a língua popular seria a falada pela maior parte da população. No exemplo é possível claramente perceber que o recomendado é ensinar as variantes possíveis para que os alunos possam utilizá-las de acordo com a situação. Estes trechos estão presentes apenas no texto introdutório do livro que também aborda todos os assuntos tradicionais, dentre eles: pontuação, pronomes, acentuação e também a concordância.

Acho que apenas com pequenos dos trechos foi possível observar que a intenção é apenas admitir a existência de variantes da língua e sugerir uma adequação, algo já praticado pelos falantes, afinal não escrevo um texto para expor no blog da mesma maneira que escrevo um bilhete para uma amiga. Será que os jovens e adultos, faixa etária para qual é proposto o livro, não são capazes de compreender as variantes? Apenas fico indignada pela forma como as pessoas que não tiveram acesso ao livro e não pararam para refletir o assunto “língua” podem falar com tanta autoridade acerca de determinado assunto.
Se alguém tiver interesse ou curiosidade pelo tema, deixo o link do capítulo do livro e também de um artigo escrito por um dos meus professores sobre o tema.
http://pt.scribd.com/doc/56960829/Capitulo-01-do-livro-POR-UMA-VIDA-MELHOR
http://pt.scribd.com/doc/56960428/Racismo-Linguistico-Ou-Ensino-Democratico-e-Pluralista-Dante-Lucchesi
Se alguém tiver interesse ou curiosidade pelo tema, deixo o link do capítulo do livro e também de um artigo escrito por um dos meus professores sobre o tema.
http://pt.scribd.com/doc/56960829/Capitulo-01-do-livro-POR-UMA-VIDA-MELHOR
http://pt.scribd.com/doc/56960428/Racismo-Linguistico-Ou-Ensino-Democratico-e-Pluralista-Dante-Lucchesi







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